quarta-feira, março 02, 2011
M
Foge de mim alma de poeta!
Vai, foge, vai-te de uma vez
ou não vás, fica, tua morte é certa.
De tuas paixões fingidas ficarei coberta,
quando te apunhalar a cruel timidez.
Mata-te! Morre! Não te quero
mais. Não sei dar-te voz,
nem tão pouco escutar-te,
não sei como amar,
não consigo odiar-te,
não te posso matar,
mas só faço é matar-te,
quero-te livre, não posso
libertar-te.
Sofre! Quero que sofras,
que sintas a dor
que tantas vezes fingiste.
Inala o tóxico odor
das mentiras que mentiste.
Vá, parte-me o coração,
como dizias ter partido,
dá-me um gosto da solidão,
na qual dizias ter-te perdido.
Mostra-me o tormento, então,
o duro inferno em que vivias,
mostra-me a tal escuridão,
para lá da qual nada mais vias.
Mostra-me a falta de paixão,
o vazio que te consumia.
Eu sei, não podes, mentir
era tudo o que sabias.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário