quinta-feira, janeiro 01, 2009

2009

5.13 da manhã, 2009 a começar, expectativas de um grande ano, de que somente melhorias constem como recordação aquando a passagem para 2010, esperanças de que tudo o que não correu conforme planeado , tudo o que de algum modo esperámos fazer e não fizémos, tudo o que há um ano prometeramos e não cumprimos, quer não tenhamos sequer tentado, quer tenhamos falhado as inúmeras tentativas, enfim, que todas as coisas que nos atormentam sejam afugentadas pela chegada do novo ano e, deste modo, deixem espaço para novas promessas, novos projectos, novos sonhos, se bem que maioria dos quais, no nosso íntimo, saibamos que jamais iremos relizar, que não passarão de meros planos, que, se tornarão novos tormentos á medida que os dias, os meses e , por fim, mais um ano passam. Mas por que haveremos nós de nos regrar pelos anos, guardando ardentemente tão belas e, contudo já conhecidas, utopias, sempre ansiando que deixem de o ser no novo ano, sempre pensando que tudo mudará. Mas nada mudará, os dias continuarão a perdurar por 24h, cuja infinda sucessão constrói semanas, que por sua vez farão passar os meses que sempre foram e continuarão a ser 12, nada mais, pura matemática, puro cálculo. E os sonhos, esses, sempre aguardando um novo ano para serem realizados, as promessas fá-las-emos igualmente daqui a 12 meses pois de nada servem juras, esperanças, se a inércia nos contamina, se a covardia nos prende, pois os anos nada mudarão, não, não se nós não mudarmos e isso, isso sim, podemos fazer a qualquer altura.

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