sábado, novembro 01, 2008

Inércia

Perguntaste o que me impedia
De tentar ser feliz
Porque eu nada fazia
Porque meu coração nada dizia
E minha alma nada diz?
Perguntaste porque razão
Chorava meu coração
Quando minhas lágrimas não corriam?
Quando meus olhos nada diziam?
Que pudesse indicar a razão
Porque chorava ele até mais não
Mas minha alma nada sentia
Nem esperança, nem alegria
Nem amor, ou aflição
E nada eu te dizia
Que pudesse explicar a razão
Do pranto de meu coração
Então, como sinal de vida eu não dava,
Para além da ofegante respiração
Pensaste que eu já não te amava
E que era essa a razão
porque chorava meu coração
E assim, sem mais dizer
Deixaste-me, sozinha, a viver
A morte de meu coração
Pois te enganaste
Quando, sem mais, me abandonaste
Por pensar que eu não te amava
Apenas porque meu coração chorava
Apenas porque meu corpo não dava
Sinal de qualquer afeição
Mas agora já não chora
Pois não o faz quem já morreu
Para sempre, foste embora
E agora, quem chora sou eu.
Sinto-me a regredir cada vez mais, mas, pelo menos, vou tentando.

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