sábado, dezembro 15, 2007

Estranho Modo


Minhas mãos trémulas anseiam tocar-te
Minha boca sequiosa, desejando beijar-te
Meu coração, ansioso, quase pára de bater
Um suspiro, um momento, sem nada acontecer
Um impasse, uma espera,
Um suster de respiração
Meu coração desespera
Mas não te alcança a minha mão
Quero tocar-te, mas não consigo
Abraçar-te é impossível
Pois, embora aqui, não estás comigo
Embora próximo, inatingível.
E então, um movimento
Uma aproximação
Num instante, num momento
Beijas-me com sofreguidão.
Mas então, num segundo
Num tormento lento e fundo
Do meu sonho sou arrancada
Ao meu amor sou tirada
E só então, nesse momento
Me apercebo de que meu sentimento
Nada mais é que uma utopia
E tudo aquilo que sonhado havia
Na realidade, nunca aconteceria
Pois tu, meu amor, que partiste,
Realmente, não existes
E este intenso amor sonhado,
Mais forte que o imaginado,
Pelo sono me faz ansiar
E meu coração, aos sonhos dado,
Apenas consegue questionar
Este estranho modo de amar.

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