Bem, desta vez vou postar mais uma espécie de desabafo, sim porque eu também preciso de desabafar de vez em quando, também preciso de me exprimir, de dizer o que sinto, nem que seja neste meu recanto virtual, onde a a fala é substituida pela escrita, onde a voz é substitui da pelos meus dedos que, incertos, pressionam estas teclas já húmidas de tanto serem percorridas, meus dedos já cansados, tentando retratar tudo aquilo quem me vai na alma tentando explicar uma realidade que não passa de cansaço, cansaço de tanto percorrer este mundo numa busca desenfreada por um local que me faça sentir no meu mundo, um local em que me sinta segura e onde seja aceite. Um local onde eu consiga livrar-me de esta sensação de vazio que me consome, que me penetra nas veias e me congela a alma, sem que eu consiga perceber porque. Sera que é possivel sentir-me tao vazia, sera que é possivel que coisas que antes me faziam sentir tao bem, como uma saida, agora me deixem totalmente indiferente, e no entanto, quando estou em casa apenas deseje estar com alguem que me compreenda,que me aceite, que nao me julgue, que me apoie, que me ajude, que me console, que me ajude a suportar este fardo tao pesado, que preencha o vazio que sinto, sera demais pedir para encontrar um local onde me sinta no meu mundo, e não como um fantasma vagueando por um universo desconhecido cuja voz é abafada ou simplesmente ignorada. Eu sei que é apenas mais um desabafo de uma miúda que se encontra na idade do armário, mas a verdade é que eu não sou de ferro, eu não aguento tudo, de certeza que ja passei e suportei mais do que devia para uma pessoa da minha idade, de que ja suportei mais do que muitos adultos, ja suportei mais do que queria, mais do que podia e nem por um momento me deixei abater, sera que cresci por ter de suportar o que suportei e suporto, sim, cresci, mas sinceramente preferia ainda ser uma criança, uma criança que nao tem de suportar nada, uma criança à qual ninguem exige nada, de quem ninguem espera nada, uma criança que nao tem de efectuar escolhas mais dificeis do que o que quer receber pelo natal,uma criança que todos protegem , simplesmente uma livre e ingénua criança. Mas nao, quando ninguem exige nada de mim sou eu que exijo de mim propria, sou eu que opto por suportar tudo sozinha, tudo sem dar parte de fraca, odeio que tenham pena de mim, mas todas as coisas tem limites e penso que ja quebrei os meus há muito.
Banda Sonora: Lacrimosa - Reissende Blicke (tradução)
OLHARES PASSAGEIROS
Estou sentado no cimena de minha vida
Todos os lugares estão ocupados
Meu lugar é só uma cadeira dobrável
Muitas pessoas se encontram aqui hoje
A luz se apaga - o filme começa
Lembranças vêm à tona novamente
O passado distante torna-se presente outra vez ~
Um desconhecido me olha no rosto
Eu olho a multidão
Todo o público ri
Uma multidão à deriva na maré
Me sinto mal
Estou envergonhado
Um hoje, cheio de ontems
Me lembro então daquele tempo
A pergunta de vida e de morte
Agora eu sei a resposta
Naquele tempo não -
Tomei a decisão errada
E novamente o público ri
Me levanto e saio
Tenho que vomitar
O ódio cai sobre mim
Poderão me reconhecer na luz?
Tornarão a rir de mim?
Porque não vão todos para casa?
Afinal essa é apenas minha vida privada
Volto, e meu lugar está ocupado
Me sento silenciosamente no chão
Quero ver o que acontece comigo finalmente
Eu não conheço meu pecado ainda
Só espero morrer rapidamente
Para assim não ter que suportar isso tudo muito mais
Está errado, se minha vida pertubou alguém
Mas todos desfrutam de um filme
Esse filme mostra minha morte
Finalmente também posso rir
Mas milhares de olhos viram-se
E me olham de frente, consternados
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